Kireeff: Situação da Caapsml é a mais preocupante
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quinta-feira, 24 de abril de 2014
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), acredita que empresas públicas e autarquias que compõem a administração indireta vão se recuperar financeiramente ao longo de 2014. "Não é otimismo. É fruto do trabalho que estamos desenvolvendo", declarou o prefeito. Conforme publicou a FOLHA na última segunda-feira, a Companhia de Desenvolvimento (Cohab), a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), a Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais (Caapsml) e a Sercomtel fecharam as contas com prejuízos e necessidade de aporte financeiro.
Para Kireeff, a situação mais preocupante é a da Caapsml, cujo deficit contábil foi de R$ 25 milhões em 2013. Se nenhuma medida efetiva for adotada, a prefeitura teria de repassar verbas algo próximo a R$ 30 milhões por ano a partir de 2015 ou 2016 para que a autarquia continue a pagar aposentadorias e pensões. "Algumas cidades já repassam dinheiro para a caixa de aposentadoria dos funcionários", mencionou o prefeito.
"Queremos alternativas para evitar isso, alternativas mais modernas. Criamos um grupo institucional que vai analisar possibilidades ao longo deste ano. A situação da Caapsml é a que mais nos preocupa", disse. Estão sendo estudadas alternativas adotadas por órgãos de previdência de outros municípios, como geração de receita a partir de empreendimentos imobiliários em terrenos aportados pelo poder público.
Quanto à Sercomtel, o prefeito disse confiar na avaliação do Conselho de Administração de que "a partir de julho deste ano a empresa vai ter equilíbrio operacional". "Talvez a Sercomtel ainda precise algum aporte, mas o pior já passou", disse. O prejuízo na telefônica em 2013 foi de R$ 60,4 milhões. Kireeff também demonstrou tranquilidade em relação à Cohab, que teve prejuízo de R$ 6,7 milhões no ano passado. "No começo de 2013, o deficit era de R$ 200 mil por mês; com o PDV e medidas de economia caiu para algo próximo de R$ 40 mil."
Em relação à CMTU, que acumulou prejuízo de R$ 1,3 milhão no ano passado, o prefeito disse que "é um caso à parte e que a conta não fecha mesmo". "A companhia sempre precisou de aportes e vai continuar precisando", comentou. Kireeff atribuiu o problema financeiro à "própria estrutura de empresa prestadora de serviços", que está sendo revista.


