Kireeff quer criar 20 cargos para agilizar licitações
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), pede à Câmara de Vereadores a criação de 20 cargos para agilizar os serviços do setor de licitação do Executivo. Os futuros funcionários vão compor a Coordenadoria de Preços que, se tiver todos os postos ocupados, vai impactar a folha de pagamento em R$ 400 mil por ano.
O projeto de lei foi protocolado na última sexta-feira e deve ser despachado na sessão de hoje para a Comissão de Justiça. O anúncio foi feito ontem por Kireeff no site de relacionamentos Facebook, junto com a proposta de criação da Secretaria de Recursos Humanos.
De acordo com o secretário de Gestão Pública, Rogério Dias, a Coordenadoria de Preços já existe, mas não tem funcionários. Os cargos previstos são 19 técnicos de gestão e um contador, que vai comandar o setor. Eles serão responsáveis, entre outras coisas, pelo controle de prazos e cadastros de fornecedores e de preços dos mais de seis mil itens que a prefeitura adquire no decorrer dos anos.
O texto chegou ao Legislativo com pedido de dispensa de tramitação especial, o que evita que os prazos regimentais sejam dobrados. Porém, Dias afirma que os cargos são discutidos pela administração municipal desde abril.
A previsão é que o setor esteja funcionando no primeiro quadrimestre do próximo ano. Mesmo que aprovado, o secretário diz que não significa que todos os cargos serão ocupados. "Tenho de verificar com a Secretaria de Planejamento se não vai impactar na folha de pagamento além do que permite a Lei de Responsabilidade Fiscal", explica.
Já a Secretaria de Recursos Humanos tem previsão de apenas três cargos. No Facebook, Kireeff afirmou que "parece inadequado" administrar uma organização com mais de 9.000 servidores sem uma estrutura voltada exclusivamente para essa função.
O prefeito já tenta criar dez novos cargos em troca da extinção de outros desde agosto. A proposta chegou à Câmara na forma de dois projetos de lei, extinguindo uma vaga de economista e cinco de analistas de gestão. Em outro, tentava criar uma vaga de analista de sistemas para a Secretaria de Cultura.
À época, a líder do governo, Elza Correia (PMDB), questionou a votação "picada" e disse que solicitaria novo projeto, englobando todas as mudanças. No dia 22 de outubro, chegou à Câmara o substitutivo, mantendo as eliminações e criação de três vagas de analistas de sistemas; três contadores; três administradores e um psicólogo. Ainda aguarda parecer da Comissão de Justiça.


