O possível veto do prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), ao projeto de lei que alterou o zoneamento urbano da Rua Ulrico Zuinglio, na Gleba Palhano (zona sul), para permitir a construção do Hipermercado Angeloni, gerou mal estar para alguns vereadores, especialmente para o autor da matéria, Rony Alves (PTB), presidente da Câmara, que participou de várias reuniões com o Executivo ontem.
O procurador-geral da prefeitura, Zulmar Fachin, explicou que o parecer da PGM é pelo veto em razão de o projeto 358/2012 contemplar apenas ''um ou dois imóveis''. ''O zoneamento urbano não pode ser alterado de forma casuística, com a mudança de um ou dois imóveis residenciais para comerciais. Esse é um entendimento pacificado da Procuradoria'', declarou Fachin. O parecer foi encaminhado à Secretaria de Governo e agora falta ao prefeito definir se veta ou não a matéria.
Em razão das reuniões com membros do Executivo, Rony compareceu apenas ao início da sessão de ontem. Pouco depois das 18 horas, dirigiu-se com a líder do prefeito, Elza Correia (PMDB), para mais uma reunião na prefeitura. Ele negou, porém, que o motivo de tantas reuniões fosse o zoneamento do Angeloni, argumentando que sequer sabia que o parecer do procurador era pelo veto. ''Nos reunimos com o procurador e ele mencionou três alterações de zoneamento que foram alvos de ação civil pública e disse que ainda estava analisando nosso projeto, mas não afirmou que o parecer era pelo veto'', declarou Rony.
O presidente também admitiu ter falado com Kireeff sobre o Angeloni. ''Falamos com o prefeito também, mas ele não disse nem que iria sancionar nem vetar. Disse que aguardava o parecer da Procuradoria'', comentou. ''Eu acharia um completo absurdo se o prefeito vetasse. O projeto do Angeloni teve pareceres favoráveis e foi amplamente discutido. Mas, se vetar, vamos discutir o veto na Câmara.''
Ainda segundo Rony, o motivo principal da tarde com o Executivo foi discutir projetos como o Plano Diretor e criação de cargos. Kireeff não foi localizado no início da noite de ontem, assim como Elza Correia.
O projeto do Angeloni foi aprovado pela Câmara em 30 de abril com voto contrário apenas de Lenir de Assis (PT). Durante a tramitação, foi realizada uma audiência pública e os moradores contrários à instalação do empreendimento sustentaram que um hipermercado impactaria na qualidade de vida do bairro.

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