Kireeff gastou R$ 917 mil na campanha eleitoral
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
O prefeito eleito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), gastou R$ 917,4 mil na campanha vitoriosa à Prefeitura de Londrina. Já o candidato derrotado no segundo turno, Marcelo Belinati (PP), ultrapassou a casa dos R$ 2 milhões. Nas prestações de contas entregues ontem à Justiça Eleitoral estão contabilizados os gastos estimados, como prestação de serviços.
O maior doador para a campanha de Kireeff foi o diretório estadual do PSD, que contribuiu com R$ 440 mil. Trata-se da chamada doação oculta, já que não se sabe, apenas pela prestação de contas da campanha, quem doou ao partido. O segundo maior volume de recursos - R$ 335.869 - veio do próprio candidato. O comitê financeiro municipal destinou R$ 37 mil. Quase R$ 55 mil vieram de empresas e pouco mais de R$ 50 mil vieram de pessoas físicas, sendo o maior doador (em serviços prestados) o advogado Ricardo Maruch, que trabalhou na campanha de Kireeff e participa das reuniões da equipe de transição.
Entre as pessoas jurídicas, as principais doadoras são empresas ligadas à revenda de veículos, de implementos agrícolas e ao agronegócio, uma transportadora, construtora, loteadora e uma empresa de consórcio. As doações das pessoas jurídicas não passaram de R$ 10 mil cada uma. Os principais gastos foram com produção de impressos, programas de televisão, combustível e pessoal.
O prefeito eleito disse que doou grande valor à campanha por ''altruísmo''. ''Não é uma conta financeira. Foi altruísmo. Como eu disse desde o início da campanha, me candidatei por um ideal, acredito mesmo na cidade e que um bom trabalho pode ser feito na prefeitura.''
Marcelo Belinati arrecadou a maior parte dos recursos da iniciativa privada: quase R$ 1,5 milhão vieram de 13 empresas. Seis delas doaram valores acima de R$ 100 mil, sendo a maior doação no valor de R$ 340 mil. Pessoas físicas contribuíram com apenas R$ 22,3 mil. O comitê financeiro municipal participou das receitas com R$ 122,4 mil e o diretórios nacional e estadual do partido doaram R$ 380,8 mil para a campanha.
O coordenador da campanha de Marcelo, Fernando Nicolau, afirmou que é normal obter a maior parte dos recursos de empresários. ''Não existe financiamento público de campanha no Brasil e os empresários que acreditam no projeto político fazem doações.'' Segundo ele, há empresas de Londrina, Curitiba e de outras cidades entre as doadoras.
Para Nicolau, o valor não é muito elevado. ''Pelo nível da campanha em Londrina, o valor não foi elevado'', disse. ''Não é só o que se gasta que influencia a vitória. Teve candidato que nem foi para o segundo turno e gastou mais que a gente'', comparou, referindo-se à candidata do PT, Márcia Lopes, que declarou gastos de R$ 2,4 milhões; Cheida (PMDB) utilizou R$ 250 mil; o prefeito cassado Barbosa Neto (PDT), R$ 229 mil; e Valmor Venturini (PSOL), R$ 2,7 mil.



