Kireeff descarta aumentar número de secretarias
Apesar do pleito dos conselhos consultados acerca das modificações na Secretaria de Políticas para Mulheres, o prefeito de Londrina Alexandre Kireeff adiantou ontem que criar outra pasta específica para direitos humanos está fora de cogitação. "É zero a chance de alterar a quantidade de unidades gestoras", disse.
A mudança na Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres é apenas um pedaço da reforma administrativa planejada por Kireeff. Além deste, outro projeto de lei, que visa a criação da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, também está sob estudos antes da realização de audiências públicas e envio para a Câmara de Vereadores.
Kireeff não quis dar detalhes sobre as alterações previstas nas minutas dos projetos. Afirmou que prefere estudá-los, dar retoques se considerar necessário, para depois divulgar e submeter a audiências públicas.
Em junho, o prefeito deu um esboço dos planos para reforma administrativa. No caso da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, a proposta seria absorver as pastas de Trabalho, Emprego e Renda; Codel; Agricultura e Abastecimento; e a parte de licenciamentos da Secretaria de Meio Ambiente que seguiria existindo, mas com menos atribuições. Também passaria a existir a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Serviços Públicos, composta pela pasta de Obras e Acesf, e seria criada a Agência Reguladora de Serviços de Londrina (Arselon).
Entre outras mudanças polêmicas estava a criação da Secretaria de Defesa Social e Trânsito, com a possibilidade de absorver atribuições da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização). A alternativa preocupa servidores da empresa, que são celetistas. Há dúvida sobre a possibilidade de absorção pelo quadro estatutário da administração municipal devido à diferença de regime trabalhista. (L.F.W.)





