O prefeito eleito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), se reúne hoje, às 10 horas, com o prefeito Gerson Araújo (PSDB) para começar o processo de transição e ''conhecer as informações detalhadas e tramitações internas da prefeitura'', segundo afirmou Kireeff. Ele não quis adiantar nomes das pessoas que vão participar da equipe de transição. ''Depende da conversa que teremos com o prefeito. Haverá pessoas indicadas por ele e vamos ver quem vai participar da nossa equipe.''
Questionado se o irmão, Fernando Kireeff, também filiado ao PSD, poderia participar dessa equipe, o prefeito eleito descartou a hipótese. ''Ele é meu irmão e não seria adequado'', adiantando que não terá parentes em seu governo. Fernando, que também é empresário, foi presidente da Sercomtel no começo do governo do prefeito cassado Barbosa Neto (PDT). Para assumir a prefeitura, em janeiro, o novo prefeito irá se desincumbir da administração das empresas de sua família. O irmão deve assumir essa função.
Kireeff também foi escorregadio quanto à composição do governo. Não citou nomes e garantiu mais uma vez, tal como fez durante a campanha, que ''não haverá indicação para formar uma composição política''. ''O critério para nomear secretários é a competência, o conhecimento do assunto e o comprometimento com nosso plano de governo.'' O mesmo vale, segundo ele, para filiados do PSD. Além de empresários e profissionais liberais que nunca exerceram cargos públicos (uma exigência na composição do partido em Londrina no ano passado), há dez filiados que disputaram cargos de vereador nestas eleições, como um radialista, um estudante, um representante comercial e um professor. Os outros seis candidatos, que não têm curso superior, não declararam as profissões à Justiça Eleitoral. ''O PSD sempre me deu total autonomia e liberdade e vai permanecer desta forma.''
O novo prefeito também foi cauteloso quanto à situação financeira do município, que conseguiu negociar R$ 84 milhões em dívidas por meio do programa de recuperação fiscal (Profis). Mais de R$ 65 milhões já estão no caixa da prefeitura. É preciso, segundo ele, esperar que os contribuintes efetivamente paguem a primeira parcela até 5 de novembro. Ele descartou uma auditoria nas contas e gastos públicos, argumentando que ''as ferramentas existentes devem ser suficientes'' para este tipo de análise. ''Temos a Controladoria do Município, a imprensa, o Ministério Público. Se não for suficiente, podemos repensar essa posição.''
Sobre a relação com o governador Beto Richa (PSDB), que apoiou Marcelo Belinati (PP) na campanha, o prefeito eleito disse que ''estou tranquilo quanto a isso''. O PSD faz parte da base de apoio do governador. Kireeff evitou comentar composição para a possível candidatura à reeleição de Beto.

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