Kireeff cobra atendimento similar após aporte a Curitiba
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terça-feira, 08 de janeiro de 2013
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
O prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) e o coordenador da Região Metropolitana de Londrina (Comel), Victor Hugo Bozeli Dantas, vão se reunir hoje para discutir, entre outros temas, o subsídio do transporte coletivo intermunicipal. A demanda existe desde a criação da RML, em 1998, e voltou a ganhar destaque depois que o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), anunciou a manutenção do benefício para a cidade de Curitiba e região metropolitana. Beto deu a declaração em meio a especulações de que o subsídio seria suspenso na administração do novo prefeito da capital, Gustavo Fruet (PDT), agora desafeto político.
Kireeff, que tomou posse há uma semana, aproveitou para pleitear o benefício também para a região de Londrina, onde vivem cerca de 900 mil pessoas, em 16 cidades. ''Eu acompanhei uma manifestação do governador Beto Richa, que além de continuar subsidiando o transporte coletivo lá de Curitiba, pretende também estender esse benefício às grandes cidades do Paraná e eu já me manifestei a respeito. Somos os primeiros da fila'', afirmou o prefeito. Ele disse que Londrina também precisa receber recursos. ''Queremos atendimento similar.''
Para o coordenador da Comel, órgão ligado ao governo estadual, ''o pedido é justo e honesto e nós vamos trabalhar juntos para conseguir atender essa reivindicação daqui''. Questionado sobre a demora para colocar em prática a integração do transporte na Comel, o coordenador evitou polemizar com administrações anteriores, mas reconheceu que ''agora temos um prefeito novo, antenado, e tenho certeza que será possível trabalharmos juntos''.
Dantas não soube dizer que adaptações serão necessárias para a implementação do transporte coletivo integrado na Comel, nem de quanto seria o repasse necessário para reduzir a tarifa. Ele, no entanto, valorizou a experiência da região metropolitana de Curitiba, que poderá dar apoio às eventuais mudanças entre os municípios da região de Londrina. ''Não precisaremos inventar a roda, vamos utilizar a experiência que eles têm.''
Na reunião de hoje, solicitada por Dantas, será elaborada uma pauta a ser apresentada ao governo do Estado na semana que vem, na capital. O coordenador informou que já houve tentativas de integrar o transporte na região no passado, mas desentendimentos políticos teriam prejudicado o acordo. A reportagem tentou falar ontem com o diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização, Diógenes Gonçalves, mas ele não atendeu o celular.
Subsídio municipal
Quanto ao subsídio pago às empresas que fazem o transporte coletivo no município de Londrina, Alexandre Kireeff foi cauteloso. Ele afirmou que ainda será preciso discutir com a equipe se será possível manter o benefício. ''Isso vai depender da nossa capacidade de execução orçamentária. Havendo recurso é fundamental que haja tarifa mais barata.''
Atualmente, a Prefeitura de Londrina repassa cerca de R$ 7 milhões por ano às empresas, mantendo a tarifa em R$ 2,20. Criado em 2010, no governo do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT), o subsídio foi aprovado para evitar que o valor da passagem fosse majorado em R$ 0,15.


