Curitiba - Houve apenas um voto contra a compra do terreno herdado pela família do deputado Aníbal Khury, avalizada no início de maio pelo Fundo Estadual do Meio Ambiente, o Fema. Gerson Antonio Jacobs, representante dos funcionários do IAP, foi contrário à operação.
O Fema é formado ainda por representantes das secretarias de Estado do Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, Planejamento e Procuradoria-Geral do Estado (PGE) órgãos que foram a favor da compra. A votação no Fema era necessária antes que se efetuasse o pagamento.
Segundo o site www.gazetadenovo.com.br, que trouxe ontem detalhes da transação, o voto do técnico registrou que a área não preenchia requisitos para a instalação de um parque, por não ter condições de ser caracterizada como unidade de conservação. A Folha confirmou a informação.
A criação do parque foi autorizada no ano passado pela Assembléia Legislativa, através de um projeto apresentado pelo presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), a pedido do Palácio Iguaçu. A aprovação do projeto gerou discussões acirradas já na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira comissão a analisar os projetos que tramitam no Poder Legislativo.
Temendo avaliações acima do preço de mercado, os deputados queriam saber exatamente o montante que seria pago pela área, número que não foi divulgado dentro da Assembléia, pelo menos não abertamente. Nos bastidores, porém, cogitava-se que o pagamento à família Khury ficaria em torno de R$ 14 milhões. Durante a tramitação do projeto, o parque foi apelidado de ''Khurylândia''.
De acordo com as informações obtidas junto ao Departamento de Engenharia da PGE, foram pagos cerca de R$ 4 pelo metro quadrado do terreno. Um alqueire tem 24 mil metros quadrados. Como são 90 alqueires, o valor chega aos R$ 8,5 milhões.(M.D.)

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