Horácio Rodrigues (PL) e Élio Rush (PFL) vão integrar a comissão especial de deputados designada para acompanhar as investigações feitas pela Câmara Municipal e Ministério Público de Faxinal (município do Vale do Ivaí), de desvio de recursos do Programa de Apoio à Pequena Propriedade e que envolvem o ex-prefeito Dirceu Dutra Guerra (PDT), o secretário da Agricultura Hermas Brandão (PTB) e o deputado estadual Milton Pupio (PTB). Rodrigues e Rush integram a base de sustentação do governador Jaime Lerner (PFL) na Assembléia e irão somar-se aos outros três deputados governistas já designados para a função, na semana passada: Ricardo Chab (PTB), Cesar Seleme (PPB) e José Tavares (PTB).
Ontem, os deputados tentavam agendar a primeira reunião da comissão, antes do início do recesso parlamentar. Chab e Tavares garantem que o aval emprestado ao manifesto de desagravo ao secretário da Agricultura, oficializado há cerca de dez dias, não compromete os trabalhos. ‘‘A comissão não pode pré-julgar. Não tem nada a ver uma coisa com outra’’, avalia Chab. Segundo ele, a posição adotada pelos deputados de oposição - de não aceitar o convite feito pelo presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), para ocupar duas das cadeiras da comissão - ‘‘absolve’’ o secretário. ‘‘A oposição deveria estar preocupada, assim como nós, em tentar esclarecer os fatos’’, observa. Apesar da convicção na sua isenção durante os trabalhos, Chab adiantou ontem que não quer ser o presidente da comissão.
Para o deputado José Tavares, estar filiado no PTB - o mesmo partido do secretário Hermas Brandão - não pode ser levado como ponto de suspeição. ‘‘Se eu for designado presidente, aceito a missão’’, assegura. Tavares lamenta que a oposição se recuse a integrar a comissão. ‘‘Tenho vinte anos de Legislativo e pelo critério da proporcionalidade, os deputados que não dão apoio ao governo teriam direito a duas vagas’’, comenta. O deputado diz que o manifesto foi um gesto de solidariedade e que se precisar ele aceita ser o presidente da comissão. (L.D)

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