Khury assina ficha no PFL e leva seis deputados
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segunda-feira, 18 de agosto de 1997
Leandro Donatti Curitiba 
Kraw PenasPuxando a filaAníbal assina ficha no PFL: partido tem agora a maior bancada na Assembléia com 13 deputadosO presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury, assinou ficha de filiação ontem à tarde no PFL. Junto com ele foram os deputados Luiz Carlos Martins (ex-PDT), Luiz Carlos Alborghetti (ex-PTB), Geraldo Cartário (ex-PTB), Durval Amaral (ex-PMDB), Marquinhos Alves (ex-PTB) e Eduardo Trevisan (ex-PTB). A partir de hoje, o PFL tem a maior bancada na Assembléia Legislativa detendo 13 cadeiras. Nelson Tureck, que era contado como o 14º deputado do partido, preferiu atender o apelo do PDT e aguarda para definir o seu futuro partidário.
A festa de filiação de Khury contou com a presença do presidente nacional do PFL, deputado federal José Jorge, e do ex-governador Ney Braga (PFL). O governador Jaime Lerner (sem partido) não foi. Preferiu evitar as especulações em torno da sua ida ao PFL. Passou a tarde no Palácio Iguaçu despachando. Por volta das 17 horas recebeu os deputados do PDT que buscam uma sigla para se alojarem. A vice-governadora Emília Belinati também não participou da cerimônia.
Além dos deputados, o ex-governador Paulo Pimentel, que estava sem partido, acompanhou o presidente da Assembléia. Khury foi um dos principais cabos eleitorais de Pimentel na campanha ao governo que o elegeu na decáda de 60.
O presidente nacional do PFL, deputado federal José Jorge, aconselhou o governador Jaime Lerner a não se preocupar com os eventuais constrangimentos ideológicos que a sua filiação ao partido possa provocar. As discussões sobre a direita e sobre a esquerda estão ultrapassadas. O PFL é um partido liberal que tem como uma das metas a Educação, tranquilizou o dirigente pefelista ao tentar desconsiderar as ligações políticas tão defendidas pelo governador com a social-democracia.
José Jorge, que dá como certa a filiação do governador, criticou ainda a a tese defendida pela direção nacional do PPS de se criar um novo partido de centro-esquerda, no qual o governador do Paraná faria parte. Existem muitos partidos de esquerda no País e o PFL pretende ser a maior sigla liberal, justificou.


