O presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL), não avaliou com detalhes o anúncio do governo federal, mas mesmo assim disse desconfiar das medidas que chegaram ao seu conhecimento. ‘‘Pacote é pacote. Sempre penaliza os estados e os municípios’’, classificou o deputado.
Segundo Khury, a ‘‘economia de guerra’’ já está em vigor na Assembléia há pelo menos duas semanas. ‘‘Estamos tomando todas as medidas de contenção’’, disse ele. A meta de Khury é cortar despesas em 10%, o que significaria uma economia do Poder Legislativo de R$ 12 milhões ao ano.
O deputado pediu ontem à tarde a tramitação em regime de urgência do projeto que cria um crédito de R$ 100 milhões para o funcionamento da Caixa Econômica Estadual, apontada por Khury como uma alternativa ao Banestado, que até junho do ano que vem será privatizado.
Consciente da possibilidade de o Banco Central negar a licença para o funcionamento da nova instituição financeira, Khury disse que o Legislativo ‘‘quer fazer sua parte’’. ‘‘Numa crise como essa, a Caixa ajudaria os pequenos e os servidores públicos’’, avaliou. Para aliados mais próximos, ele teria apontado a Caixa como alternativa de emprego para os funcionários do Banestado que terão de deixar a instituição. (L.D)

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