Brasília - Ao lado de um governador de Estado, dois senadores, 31 deputados federais, e o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, lançou a ata de fundação do Partido Social Democrático (PSD) num auditório lotado de políticos, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ato deflagra o movimento nacional de recolhimento das 500 mil assinaturas necessárias para a criação do partido e registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
''O PSD nasce com identidade própria, ideias claras, tendo um denominador comum: todos os seus integrantes defendem as liberdades individuais, a liberdade de imprensa, a economia de mercado'', disse Kassab. '
Perguntado se a nova legenda apoiará o governo da presidente Dilma Rousseff, o prefeito paulista saiu pela tangente: ''O partido nasce independente'', respondeu.
No discurso de lançamento da nova sigla, Kassab disse aos cofundadores que o PSDB está disposto a ajudar a presidente Dilma: ''Queremos ajudá-la a governar, torcemos para que o seu governo dê certo. Mas isso não significa atrelamento. Campanha é campanha, governo é governo''.
Com a adesão inicial de 31 deputados federais, o PSD já nasce com uma bancada maior que a de legendas de médio porte, como PDT e PPS. A expectativa é atingir 40 deputados federais. A sigla nasce, ainda, com um governador (Omar Aziz, do Amazonas), cinco vice-governadores, dois senadores (Kátia Abreu e Sérgio Petecão, do Acre), dezenas de prefeitos e deputados estaduais.

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