Justus isenta Beto Richa em contratação de funcionário
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (DEM), divulgou ontem uma nota oficial em que reafirma que houve apenas um ''erro formal'' na contratação de um funcionário, em 2001, para o gabinete do ex-deputado e atual prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). Justus isenta Richa de qualquer responsabilidade pelo erro e nega a existência de um ''gabinete fantasma'' que teria sido usado para contratações depois que o tucano renunciou a seu mandato na Casa.
As denúncias contra Richa vieram à tona com a divulgação do conteúdo de uma ação popular que questiona a contratação de Luiz Abi Antoun. Segundo a ação, um ato da comissão executiva da Assembléia, de fevereiro de 2001, aponta que Antoun foi nomeado para trabalhar no gabinete de Richa. O problema é que ele havia renunciado em 31 de dezembro de 2000 para assumir como vice-prefeito de Curitiba. Na nota divulgada ontem, que na verdade foi uma resposta a um pedido de esclarecimentos enviado por Richa na terça-feira, Justus isenta o prefeito de qualquer responsabilidade pelo que classificou como ''gravíssimos erros formais e materiais'' na redação do ato da comissão executiva.
O principal erro, segundo o presidente, é a ''completa inexistência'' de um gabinete parlamentar em nome de Richa depois que ele deixou a Assembléia. ''Ficou claro, a partir das apurações que eu determinei, que não houve intenção de errar nem tampouco prejuízo ao erário público'', afirmou Justus. Segundo ele, ''a Mesa Executiva continuará a agir com o máximo rigor e, assim como nesse caso, vamos sempre colocar ordem onde possa haver desordem''.


