Justus e Isfer
brigam por cargo
em Antonina
Uma queda-de-braço entre o presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (PTB), e o secretário do Governo da Prefeitura de Curitiba, Marcos Isfer (PFL), movimentou os bastidores do Palácio Iguaçu nos últimos dois dias. A Superintendência do Porto de Antonina, hoje ocupada por Edmund Fatuch, é o pivô da discórdia. Isfer quer a função de Fatuch para contemplar um de seus apadrinhados políticos e Justus, na outra ponta, exige do governo Jaime Lerner uma reacomodação de Fatuch, que é seu afilhado.
O governo tentava ontem administrar o tiroteio. Um dos argumentos usados por Isfer para solicitar o cargo de Fatuch foi a sua votação para deputado em 98. Isfer foi um dos mais votados no litoral. A versão que corria ontem era de que o secretário de Cassio Taniguchi tentava emplacar o seu coordenador de campanhas, Juarez Morais, na função. Sem argumentos tão contundentes – Justus não fez tantos votos como Isfer no litoral – o presidente da Assembléia usava da influência para cavar outra função para Fatuch.
O secretário do Governo, José Cid Campêllo Filho, que cuida da papelada envolvendo nomeações e exonerações, não tinha nenhuma orientação para exonerar Fatuch do Porto de Antonina ou nomear Juarez Morais para a função. Segundo Justus, Fatuch só sai quando Lerner sinalizar qual será o seu novo cargo. O deputado não escondia ontem a sua irritação com o desprestígio a Fatuch. Quando questionado sobre quanto tempo poderia demorar a decisão do governador, Justus foi irônico: ‘‘A agilidade é o seu forte. Quero crer que neste milênio sai uma decisão’’.(L.D.)