Justus e Amaral
trocam diálogo
por desaforos
O deputado estadual Nelson Justus (PTB) fez ontem o que o Palácio Iguaçu mais queria na briga doméstica com o ‘‘Grupo dos 21’’. Justus atacou os aliados e classificou o pacote de reivindicações dos colegas de barganha. ‘‘Vinte e um é um nome de uma cachaça de Pirassununga. A pressão não é o melhor caminho. Aliado tem que ser aliado na alegria e na tristeza’’, cobrou o deputado. Justus propôs uma trégua ao governo Lerner no prazo de 60 dias, tempo, segundo o deputado, para ordenar as finanças.
Ex-secretário da Indústria e do Comércio, Nelson Justus disse ainda que ‘‘os deputados não podem usar projetos importantes para a coletividade do Estado como instrumento de barganha para liberar verbas para os municípios’’. O deputado admitiu que o momento é de dificuldades e disse que o melhor caminho é o diálogo com o governo. ‘‘A principal marca de Lerner sempre foi a credibilidade e isso não pode ser ameaçado. É hora do governo restabelecer metas e prazos e cumprí-los’’, pregou.
As declarações do deputado cairam como uma bomba no ‘‘Grupo dos 21’’. ‘‘Em matéria de barganha, o Justus é um especialista. Como presidente estadual do PTB cavou espaço para ser secretário de Indústria e Comércio. Não se manteve no poder porque foi destituído da presidência pelo ex-senador José Eduardo (de Andrade Vieira)’’, disparou Durval Amaral (PFL). Amaral chamou Nelson Justus de ‘‘vaca de presépio’’. ‘‘O nosso grupo não diz amém sempre ao governo. Temos de intervir nesse processo’’, defendeu.(L.D.)

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