Curitiba - O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Nelson Justus (DEM), afirmou ontem que não houve qualquer tipo de ilegalidade na contratação do empresário Luiz Abi Antoun como funcionário de um dos gabinetes da Casa. Para Justus, houve apenas ''erro de forma'' nos registros da contratação. O deputado pediu um levantamento com todos os detalhes sobre a situação de Antoun durante o tempo em que foi funcionário da Assembléia e promete divulgá-lo tão logo fique pronto.
Justus contou que foi procurado na manhã de ontem pelo procurador-geral da Prefeitura de Curitiba, Ivan Bonilha. ''Ele me trouxe uma carta em que o prefeito Beto Richa solicita esclarecimentos à Assembléia'', disse.
Em seguida, Justus determinou a elaboração de um levantamento sobre a situação de Antoun. ''A resposta a esta carta vai ser também uma nota oficial da Assembléia sobre o assunto. Mas adianto que não existiu nada de ilegal, apenas alguns erros de forma que quero corrigir o mais rápido possível''.
O erro, no caso, teria sido o registro de Antoun como funcionário do gabinete de um ex-deputado, com que o empresário já havia trabalhado. Depois que Richa deixou a Assembléia para assumir como vice-prefeito, Antoun teria sido deslocado para o gabinete de Hermas Brandão e, posteriormente, para o de Luís Accorsi (PSDB).
Segundo Justus, a troca de funcionários entre gabinetes é comum e não passa por um controle da Mesa Executiva da Casa. ''O deputado pode contratar cargos em comissão com a verba de seu gabinete e quem faz o controle é ele'', afirmou. Justus disse ainda que é normal funcionários dos gabinetes trabalharem fora da Assembléia, como era o caso de Antoun, que atuava em Londrina. (Rodrigo Lopes/Equipe da Folha)

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