O presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (PTB), vai se reunir com os deputados estaduais que presidem as cinco CPIs em andamento no Legislativo e pedir que eles não usem as comissões como palanque eleitoral. A reunião será no início da próxima semana. ‘‘Vamos fazer uma avaliação dos trabalhos e reforçar o pedido aos deputados que continuem tomando cuidado para evitar que, nos dias que antecedem as eleições, as comissões se transformem em palanque eleitoral.’’
Todas as cinco CPIs que investigam o narcotráfico, o roubo de cargas, irregularidades no comércio de combustíveis, irregularidades na venda de medicamentos e a cartelização do setor de supermercados foram instaladas entre 14 e 17 de abril. O prazo regimental de 120 dias para a conclusão dos trabalhos se encerra na próxima semana. Os presidentes das cinco comissões já pediram a prorrogação das investigações por mais 60 dias. ‘‘O importante é que nenhuma delas vai terminar em pizza. Todas agiram com bastante transparência e deram uma excelente contribuição ao Ministério Público e à Justiça’’, avaliou Justus.
Segundo ele, a CPI que está com os trabalhos mais adiantados é a do roubo de cargas. Ontem o presidente da CPI do Narcotráfico, Algaci Túlio (PTB), afirmou que a continuidade dos trabalhos – principalmente a convocação de depoentes – vai depender da conclusão do relatório final da CPI nacional que investiga o mesmo assunto. A apresentação do documento elaborado pelos deputados federais já foi adiada por quatro vezes e o novo prazo fixado para a análise do relatório é 3 de outubro.
‘‘Na sessão de segunda-feira vamos apresentar um relatório prévio, com 10 páginas, bastante resumido, dos depoimentos que já tomamos e das sessões públicas realizadas nas cidades de Araucária, Maringá, Paranaguá e Foz do Iguaçu’’, informou Algaci. O deputado disse acreditar que a maior preocupação do presidente da Assembléia em convocar a reunião com os presidentes das CPIs é o ‘‘esvaziamento’’ das reuniões durante a campanha eleitoral. A CPI do Narcotráfico vem sofrendo com o problema desde meados de junho, quando os três deputados do bloco de oposição abandonaram a comissão.
Para evitar que o problema se agrave – já que a CPI tem dois integrantes, Tiago de Amorim Novaes (PTB) e Fernando Ribas Carli (PPB), que são candidatos a prefeito – o presidente da comissão requereu que o número de integrantes da CPI diminua de 11 para sete deputados. (R.B.N.)

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