Patrícia Zanin
De Londrina
Em Londrina, os juízes estaduais e federais se juntaram aos magistrados do Trabalho para um ato público no Tribunal do Júri, mas apenas os trabalhistas não deram expediente. Apesar da parada para o protesto, realizado de manhã, com pronunciamentos contra a desmoralização do Judiciário, os juízes estaduais e federais despacharam normalmente. ‘‘Não houve prejuízos’’, assegurou a diretora do Fórum de Londrina, juíza Lídia Maejima.
Em Maringá, a OAB se somou aos magistrados no Fórum. ‘‘Não podemos deixar que o Judiciário seja exposto como o poder da corrupção’’, discursou o presidente Lélis Vieira. Por causa da paralisação, aproximadamente 40 sentenças da Justiça do Trabalho de Maringá deixaram de ser proferidas e cerca de 400 processos não foram despachados.
Já em Foz do Iguaçu, apenas quatro dos 20 juízes aderiram à greve. Nas duas varas da Junta de Reconciliação e Julgamento da Justiça do Trabalho, as audiências foram adiadas. Os 12 magistrados do Fórum de Foz do Iguaçu e outros quatro da Justiça Federal, deram expediente normal até o final da tarde.
À tarde, uma comissão de seis juízes esteve na Folha em Londrina para criticar o que eles chamam de campanha de desvalorização e de enfraquecimento do Judiciário. ‘‘A CPI foi a gota d’água e significou uma exposição definitiva do Judiciário como poder corrupto’’, criticou o juiz Hayton Lee Swain Filho, do juizado especial cível.
‘‘O problema salarial é uma consequência da nossa reivindicação, mas a causa é a desvalorização do Judiciário’’, argumentou a juíza da 1ª Junta do Trabalho e representante regional da Associação dos Magistrados do Trabalho, Ana Paula Sefrim Saladini. Os magistrados londrinenses pregam uma reforma do Judiciário que contemple leis mais eficientes, salários mais altos, mais pessoal, e melhores condições de trabalho. Entre as reivindicações para garantir a celeridade dos processos estão a ampliação dos juizados especiais e o aumento do número de juízes.
Os outros juízes que visitaram a Folha foram Neide Fugivala Pedroso, Emília Simeão Albino Sako, Lídia Maejima e Dimas Ortêncio de Melo. (Colaboraram Lucinéia Parra e Valmir Denardin)

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