O ex-servidor municipal Wagner Fernandes Leme Trindade virou réu na ação que o acusa de mudar o sistema de dados de folha de pagamento da Caapsml (Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina), onde atuava, para receber licenças-prêmio e horas extras que já tinha ganhado. A decisão do juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, é da última terça-feira (3). O acusado foi exonerado da Prefeitura de Londrina em março deste após a Corregedoria-Geral do Município constatar o desvio.

Imagem ilustrativa da imagem Justiça torna réu ex-servidor que teria desviado dinheiro da Caapsml
| Foto: Arquivo Folha de Londrina

Segundo a denúncia apresentada há quase um ano pelo promotor Ricardo Benvenhu, o ex-funcionário foi inserir dados falsos em redes informatizadas da administração pública. O MP sustenta que as irregularidades aconteceram entre 2012 e 2016, quando Trindade foi afastado da Caapsml. Demitido, ele está impedido de assumir cargos públicos por até cinco anos.

Em entrevista à FOLHA, o advogado Jorge Alexandre Karatzios afirmou que "há um excesso de acusação e que o Ministério Público cometeu um erro interpretativo. Se ele fosse condenado, a pena mínima seria de 20 anos, podendo chegar até a 100 mesmo que tivesse praticado essas condutas. Crimes da Lava Jato não tiveram penas assim, apenas para ilustrar este contexto. É algo totalmente desproporcional, o que alegaremos na Justiça", disse.

A primeira audiência de instrução foi marcada para o dia 23 de setembro. O Ministério Público convocou quatro testemunhas de acusação, todos que trabalham ou atuaram na Caapsml. Devem comparecer no Fórum ainda este mês para prestar esclarecimentos um auditor interno, dois diretores administrativos-financeiros e Marcos Urbaneja, que na época estava na Controladoria-Geral do Município.

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