Justiça torna Garotinho e Rosinha inelegíveis
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sexta-feira, 13 de maio de 2005
Folhapress 
Campos - Caso fracasse nos recursos às instâncias superiores da Justiça Eleitoral, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho estará legalmente impedido de concorrer em 2006 à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ontem, ele foi tornado inelegível até 2007 pela juíza eleitoral Denise Appolinária dos Reis Oliveira.
Para a juíza, Garotinho e a mulher, a governadora Rosinha Matheus, cometeram crime eleitoral - abuso do poder econômico - durante seu engajamento na campanha do candidato do PMDB à Prefeitura de Campos (cidade a 280 km do Rio), Geraldo Pudim, no ano passado. Garotinho é o presidente do PMDB no Estado e postula ser o candidato do partido na eleição presidencial do próximo ano. Rosinha também foi tornada inelegível por três anos, com o prazo sendo contado a partir da data da eleição de 2004. A juíza a condenou ainda a pagar uma multa de 100 mil Ufir's (cerca de R$ 106 mil). Garotinho foi multado em 50 mil Ufir's (cerca de R$ 53 mil).
O recurso a ser apresentado por Garotinho suspenderá temporariamente a sentença. Se ele disputar a Presidência e ganhar, caso os recursos não tenham sido ainda analisados pela Justiça Eleitoral, assumirá o cargo sob o risco de, mais tarde, vir a ser definitivamente tornado inelegível.
A decisão da juíza atingiu também os adversários dos Garotinho em Campos, cidade natal do ex-governador e seu principal reduto eleitoral. O prefeito Carlos Alberto Campista (PDT) foi cassado, multado e tornado inelegível por três anos. Seu principal cabo eleitoral, o ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), inimigo número um dos Garotinho, está inelegível pelo mesmo período. A juíza entendeu que ele e Campista usaram a máquina da prefeitura em benefício da candidatura pedetista. Com a cassação do prefeito e do vice Toninho Viana, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) deverá convocar uma nova eleição em Campos.


