Justiça torna bens de Cacciola indisponíveis
Sérgio Torres Agência Folha
A 11ª Vara Cível do Rio de Janeiro tornou ontem indisponíveis os bens do banqueiro Salvatore Alberto Cacciola e de seu banco, o Marka. A Justiça do Rio concedeu liminar em atendimento a uma medida cautelar impetrada pelo advogado Leonardo Rzezinski, que representa dez ex-investidores do Marka, ao qual o Banco Central vendeu dólares abaixo do preço de mercado no início do ano - no escândalo do sistema financeiro. Os ex-clientes do banco alegam ter sido prejudicados pela desvalorização cambial de janeiro. O objetivo da ação judicial é o de impedir que Cacciola se desfaça de seu patrimônio.
O advogado José Carlos Fragoso, contratado por Cacciola, disse estranhar a decisão da Justiça do Estado do Rio. Em uma primeira análise, isso me chama a atenção. A Justiça estadual não tem competência para tratar do assunto, afirmou o advogado. Fragoso disse às 18h que não tinha ainda tomado conhecimento do texto da liminar. Vou estudar a ação para poder rebatê-la, afirmou. Em recente decisão, o STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu a indisponibilidade dos bens de Cacciola e do Marka, que havia sido decretada pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Bancos.





