A Justiça de Ponta Grossa suspendeu por dois anos o processo penal contra a vereadora Ana Maria Branco de Holleben (PT), que teria forjado o próprio sequestro no dia da votação para a escolha da Mesa Executiva do Legislativo, no começo do ano. Ela e três assessores foram acusados pelo Ministério Público (MP) do Paraná por falsa comunicação de crime e fraude processual.
Segundo o advogado da parlamentar, Fernando Madureira, a suspensão condicional do processo foi proposta pelo próprio MP, levando em conta o baixo potencial ofensivo do suposto crime. Ana Maria, no entanto, demonstrava interesse na sequência da ação judicial e precisou ser convencida da sobre o acordo. "Com a certeza de que é inocente ela gostaria de ter a absolvição, mas opinamos que seria melhor a suspensão do processo, até levando em conta a sua saúde", explicou.
Para ter o procedimento extinto, a petista deverá seguir algumas exigências pelos próximos dois anos, como não se ausentar da cidade sem o conhecimento prévio da Justiça, comparecer no Fórum uma vez por mês, não frequentar locais de "má reputação" e também não cometer crimes. "Cumprindo estes requisitos o processo será extinto em dois anos", informou Madureira.
Ana Maria também enfrenta uma Comissão Processante (CP) na Câmara de Vereadores por quebra de decoro parlamentar. A defesa deve ser apresentada dentro de dez dias. Madureira afirmou que "um dos assessores acabou fazendo confusão naquele dia, deu a notícia do sequestro e depois deu outra versão". "Ela não forjou o sequestro. Não compareceu por problemas de saúde."
Segundo o presidente do PT, deputado estadual Ênio Verri, o partido vai decidir no sábado o destino de Ana Maria. "O parecer da comissão de ética será analisado e votado pelos integrantes do diretório estadual", afirmou, sem revelar o conteúdo do documento.

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