Curitiba - Uma decisão liminar expedida pela juíza Luciane Pereira Ramos, da 2 Vara de Fazenda Pública de Curitiba, paralisou uma licitação da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para a contratação de um escritório de advocacia. O objetivo era contratar cobertura securitária de responsabilidade civil para conselheiros, diretores e administradores da empresa.
Para o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge), autor da ação, a licitação é ilegal por prever vantagem pessoal para os dirigentes da empresa. A argumentação dos advogados foi acatada pela juíza, que considerou que ''é evidente a ilegalidade da contratação de seguro, com dinheiro público, para cobertura de danos causados pelos conselheiros, diretores e administradores''. A FOLHA não conseguiu contato com a assessoria da Sanepar para comentar o caso. As propostas seriam abertas no último dia 14. O valor estimado do serviço de seguro é de R$ 521 mil por um ano. Para o Senge, se a contratação for confirmada os dirigentes da Sanepar ficarão desobrigados de responder economicamente por atos ilícitos que venham a cometer.

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