O juiz Renato Cruz de Oliveira Junior da Vara Criminal de Rolândia determinou a suspensão do prazo para a apresentação das defesas de dois réus da Operação Patrocínio, que investigou crimes como corrupção passiva e ativa, além de organização criminosa na Prefeitura de Rolândia.

A decisão foi tomada com base em um pedido da defesa dos proprietários da empresa Somopar, vencedora de um processo licitatório para o aluguel de um barracão do antigo Instituto Brasileiro do Café, em 2016.

Para o Gepatria (Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa) esta licitação foi alvo de um acordo com o prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto (PSDB), em troca de apoio para a reeleição ao Executivo na forma de doações de campanha.

MP defende que licitação foi alvo de um acordo com o prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto (PSDB), em troca de apoio para a reeleição ao Executivo na forma de doações de campanha.
MP defende que licitação foi alvo de um acordo com o prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto (PSDB), em troca de apoio para a reeleição ao Executivo na forma de doações de campanha. | Foto: Ricardo Chicarelli/07-12-2015

Segundo o advogado Rodrigo Antunes, defesa dos proprietários da Somopar, os autos acerca de um mandato de busca e apreensão não foram anexados na Ação Penal, “sob pena de violação da ampla defesa e do contraditório e ao teor da Súmula Vinculante 14 do Supremo Tribunal Federal”, destaca o pedido de suspensão, o segundo já acatado pela Justiça no âmbito desta operação.

Desde o ano passado, os processos foram desmembrados. Na Vara de Rolândia estão em tramitação as denúncias contra seis secretários municipais, servidores e os empresários acusados de envolvimento no esquema criminoso. Já os processos contra o prefeito de Rolândia estão no Tribunal de Justiça do Paraná.

Procurado, o Ministério Público não quis comentar a suspensão do prazo.

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