Justiça solta detidos na operação A Origem
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terça-feira, 14 de abril de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba - O juiz federal Sérgio Moro revogou ontem as prisões de três envolvidos na 11ª fase da Operação Lava Jato, denominada de "A Origem", e que levou para a carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, o ex-deputado federal André Vargas e outros dois ex-parlamentares. O irmão de do ex-parlamentar londrinense, Leon Vargas, teve o alvará expedido no início da noite e, como condição, teve que assinar um termo de compromisso.
Ele terá que entregar o passaporte no prazo de cinco dias e deverá comparecer em todos os atos processuais, salvo dispensa expressa do Juízo, perante a autoridade policial e Ministério Público Federa. Leon Vargas está proibido de mudar de endereço sem prévia autorização do Juízo e também está proibido de manter contato com empregados ou representantes das empresas envolvidas (IT7, Labogen e Borghi/Lowe), investigados ou testemunhas da Operação Lava Jato. "O descumprimento das medidas cautelares implicará em renovação da prisão cautelar. A prática de novos crimes igualmente", ressaltou Moro, em seu despacho.
Já Ricardo Hoffmann, outro preso da fase "A Origem" teve a prisão temporária convertida em preventiva e permanece na carceragem da PF. "Até ser elucidada toda a dimensão do esquema criminoso e dos envolvidos, não vislumbro como substituir a preventiva por medidas cautelares alternativas. Enquanto não se sabe toda a dimensão do problema, mas apenas que é maior do que o inicialmente aventado, faz-se necessário a medida mais drástica", explicou Moro.
O juiz também revogou ontem os decretos de prisão temporária de Ivan Vernon Gomes Torres Junior, assessor do ex-deputado Pedro Corrêa (PP/PE) na Câmara, e de Elia Santos da Hora, secretária do ex-deputado Luiz Argôlo (SD/BA), detidos na última sexta-feira por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ilícito de contratos de publicidade com órgãos públicos federais. Moro impôs condições aos investigados: Vernon e Elia estão proibidos de mudar de endereço ou de deixar o País sem autorização judicial e obrigados a comparecer a todos os atos do processo, inclusive da investigação se intimados a depor. (Com Agência Estado)


