A Justiça Federal determinou ontem a revogação da prisão preventiva de Nilton Cézar Servo - ex-deputado estadual pelo Paraná -, acusado de ser um dos líderes da máfia dos caça-níqueis. Ele foi preso em 5 de junho pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Xeque-Mate.
A decisão é do juiz Dalton Igor Kita Conrado, da 5 Vara Federal de Campo Grande (MS), e também beneficia outros seis presos: Ari Silas Portugal, Edmo Medina Marquetti, Hercules Mandetta Neto, José Eduardo Abdulahad, Marmo Marcelino Vieira de Arruda e Sérgio Roberto de Carvalho.
Todos estavam presos sob a suspeita de participarem da máfia dos caça-níqueis e já prestaram depoimento à Justiça Federal.
O alvará de soltura dos presos já foi encaminhado aos oficiais de Justiça. A expecitativa é que eles fossem soltos ainda ontem.
Outros dois supostos integrantes da máfia que estavam foragidos também foram beneficiados pela decisão de Conrado. São eles: o ex-deputado federal Gandi Jamil Georges, dono de um cassino no Paraguai, e o empresário Raimondo Romano, dono da empresa Multiplay.
O juiz acatou a denúncia do Ministério Público Federal contra todos os 39 acusados de pertencer à máfia dos caça-níqueis. Com isso, os denunciados passaram a ser réus e vão responder pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha, corrupção ativa e falsidade ideológica.
Servo já havia entrado com habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 3 Região, que negou o pedido de revogação de sua prisão preventiva.
No dia 4 de junho, a PF prendeu 76 pessoas durante a Operação Xeque-Mate. No dia seguinte, a PF anunciou a prisão de mais duas pessoas --Nilton Cézar Servo e seu filho, Victor Servo.
Cézar Servo é investigado por ser dono de máquinas de caça-níqueis em vários Estados e teria ligações com Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com Dario Morelli Filho, compadre de Lula. Os dois seriam sócios em uma casa de jogos na Baixada Santista.
Na noite do dia 6, Hércules Mandetta Neto, irmão do secretário municipal de Saúde de Campo Grande (MS), Luiz Henrique Mandetta, que estava foragido, se apresentou à PF. No dia 8, Ari Silas Portugal, também se entregou.

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