Justiça revoga prisão de ex-secretário
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sexta-feira, 10 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
O ex-secretário de Indústria e Comércio de Cascavel Marco Aurélio Beck Lima teve a pri são preventiva revogada pela Justiça de La ranjeiras do Sul (138 km a leste de Cascavel). Ele, seus irmãos (o ex-prefeito de Laranjeiras do Sul José Augusto Beck Lima e a empresária Ligia Maria Lima Castro) e o cunhado Vanderlei Castro tiveram a prisão decretada há mais de 20 dias, acusados de estelionato e apropriação indébita. Apenas Marco Aurélio apresentou pedido de revogação da decisão.
O recurso solicitando a revogação da prisão de Marco Aurélio já havia sido negado no mês passado, pelo juiz substituto Pedro Betio. Ontem, a juíza Eloíza Gomes Gonçalves atendeu o pedido de reconsideração e revogou o mandado de prisão.
O promotor Marco Aurélio Tavares, que solicitou as prisões, informou que vai recorrer ao Tribunal de Justiça (TJ), em Curitiba, contra a decisão da juíza. Segundo ele, Eloíza Gonçalves levou em consideração o fato de que o ex-secretário possui endereço fixo e não havia razão para que fosse detido. Apesar dessas alegações, Marco Aurélio Beck Lima não foi encontrado pela Polícia Militar de Cascavel em sua casa e na sua empresa.
Tavares observou que a decisão da juíza está equivocada porque o acusado não respeitou a decisão judicial para se apresentar mediante o mandado de prisão. ''Quando o cidadão é honesto, ele procura resolver suas questões quando procurado. Não fica esperando que alguém o procure'', disse o promotor.
Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público (MP), os quatro teriam lesado cerca de 700 pessoas, num golpe que pode ultrapassar R$ 4 milhões. Segundo as acusações, eles captavam dinheiro oferecendo taxas acima do mercado e aplicavam dinheiro no mercado paralelo. A operação seria feita entre a empresa M.A.B. Lima, de propriedade de Marco Aurélio, e a Jabel Assessoria, quer pertenceria aos outros três acusados.
No início do mês, a Justiça de Laranjeiras do Sul, também a pedido da promotoria, decretou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos acusados nos últimos 11 anos. Em entrevista à Folha há cerca de dez dias, José Augusto alegou inocência. Ele afirmou que foi envolvido no caso porque não retirou seu nome do contrato social da Jabel quando teria deixado a sociedade, em 1988.


