A Justiça Eleitoral rejeitou as contas dos gastos de campanha do prefeito em exercício de Maringá, João ‘‘John’’ Alves Correa (PMDB), reeleito para vereador. Além das contas de Jonh, a Justiça também não aceitou os gastos apresentados pela vereadora eleita Márcia Socreppa (PSDB), ex-presidente da Fundação de Desenvolvimento Social de Maringá, e de Walter Guerlles (PSDB), vereador eleito com maior número de votos.
As contas do prefeito afastado Jairo Gianoto (sem partido), candidato a reeleição e de outros três candidatos majoritários, ainda não foram decididas porque o juiz Humberto Luiz Carapunarla pediu mais diligências aos processos.
John, Márcia e Guerlles podem recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Curitiba. E se a decisão do juiz maringaense for mantida, os três terão ainda o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. A decisão final pode demorar até um ano e, por isso, John, Márcia e Guerlles devem tomar posse no dia 1º de janeiro. Cabe porém, ao Ministério Público (MP), pedir a impugnação dos mandatos no caso de confirmação de irregularidades nas contas de campanha.
Além das contas de Gianoto, os gastos apresentados pelos candidatos a prefeito, Sílvio Name Junior (PMDB), Ulisses Maia (PPS) e Manoel Batista da Silva Junior, o ‘‘Doutor Batista’’ (PTB) também dependem de informações para a conclusão do processo. O juiz espera documentos como dados de gráficas e de jornais sobre valores de propaganda.
No edital publicado pela Justiça Eleitoral foram homologadas as contas do prefeito eleito José Cláudio Pereira Neto (PT) e das candidatas Cida Borghetti Barros (PPB) e Inês Leal de Castro (PSTU). Segundo assessores do PT, José Cláudio gastou em torno de R$ 130 mil nos dois turnos. A eleição para a Prefeitura de Maringá foi disputada por nove candidatos. João Cioffi (PAN) e Assendino Santana (PRP) foram os únicos que não fizeram a prestação de contas. A decisão sobre as consequências da omissão dos dois candidatos será tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Curitiba.

mockup