Justiça rejeita candidatura de analfabetos em Curitiba
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quinta-feira, 08 de julho de 2004
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A 1 Zona Eleitoral, em Curitiba, não vai aceitar candidaturas de analfabetos. Conforme a Resolução 21.608 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os analfabetos são inelegíveis. Portanto, os candidatos tanto a prefeito quanto a vereador que não encaminharam comprovação de escolaridade serão notificados, e se não apresentarem documentos terão que fazer uma prova.
Segundo o juiz Dartagnan Serpa Sá, da 1 Zona Eleitoral, a análise da documentação encaminhada pelos candidatos começou agora. ''Daqui até o final do mês os candidatos que não apresentaram comprovação de escolaridade serão notificados'', explicou. De acordo com o juiz, não importa o grau de escolaridade, desde que o candidato saiba ler e escrever.
O presidente da União dos Vereadores do Paraná (Uvepar), vereador de Curitiba Paulo Salamuni (PMDB), considera a exigência de escolaridade correta, mas pondera que é mais importante probidade do que escolaridade. ''E sempre cabe à população fiscalizar'', comentou Salamuni.
A capacitação política dos candidatos é uma preocupação dentro dos partidos e entidades. O Comitê Multipartidário das Mulheres e a Associação dos Municípios do Paraná (AMP) promovem hoje, no auditório do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, o Programa de Capacitação de Candidatas às Eleições 2004.
As mulheres têm direito à cota de 30% entre os candidatos, e representam 52% dos 75.627.298 eleitores do país, de acordo com a AMP. A legislação eleitoral estabelece que os partidos e coligações devem reservar o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. Apesar disso, o público feminino alcança somente 10% dos representantes nas Câmaras de Vereadores, Assembléias Legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal. No Paraná, existem apenas quatro deputadas entre os 54 deputados, 19 prefeitas e 411 vereadoras, conforme os cálculos da AMP.


