Curitiba - A Justiça do Paraná confirmou o direito à filiação ao PMDB de Curitiba de 213 pessoas. O grupo havia sido impugnado pelo presidente do diretório municipal em 2003, Doático Santos, para impedi-lo de participar da convenção do partido. A decisão da juíza Adriana de Lourdes Simette da 3 Vara Cível reconheceu como abusiva a decisão de Santos e condenou o PMDB de Curitiba a pagar as custas processuais no valor de R$ 5 mil.
Apesar da ação ter sido julgada procedente e não haver mais possibilidade de recurso, a setença não tem qualquer efeito prático, uma vez que não altera o resultado da convenção de 2003 nem das convenções posteriores. A exclusão de filiados do partido foi denunciada à época pelo deputado federal Gustavo Fruet que, naquele ano, era presidente do diretório estadual. O episódio resultou na ida de Fruet para o PSDB. Para o deputado, a decisão tardou, mas saiu. ''Não dá mais para aceitar que alguns tratem a instituição partidária com deboche e cinismo'', criticou.
Fruet acredita que a legislação brasileira deve ser alterada para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possa fiscalizar os partidos fora do período eleitoral. ''Da forma como os partidos são geridos essa luta interna é muito desigual'', afirmou. O deputado defendeu que a atual estrutura partidária seja ''impludida''. ''Enquanto a legislação eleitoral está no século XXI, os partidos ainda estão na Idade Média'', completou.
O presidente do PMDB de Curitiba, Doático Santos declarou que a ação judicial é resultado da ''total falta de ética do deputado Gustavo Fruet''. ''Ele continuou o litígio como filiado do PMDB mesmo depois de ir para o PSDB'', afirmou. Segundo ele, a decisão da Justiça aceita que o PSDB promova alterações no PMDB, o que é inaceitável. ''Mas não trará qualquer consequência para o partido'', avaliou.

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