Curitiba - O segundo turno das eleições para o governo do Estado, disputado voto a voto nas urnas, foi igualmente acirrado na Justiça Eleitoral. As coligações que se enfrentaram no Estado protocolaram 121 representações no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A assessoria jurídica da coligação Paraná da Verdade, do candidato Osmar Dias (PDT) foi a que mais trabalhou, propondo, pelo menos, 77 processos. A coligação Paraná Forte, do candidato reeleito Roberto Requião (PMDB), ajuizou 44 representações, conforme balanço do TRE-PR.
A maioria dos processos, tanto de um lado quanto de outro, foram motivados por supostas propagandas irregulares e pedidos de direito de resposta no horário eleitoral gratuito, no rádio e televisão -reflexo da troca de acusações entre os candidatos. Os institutos de pesquisa foram alvo de 12 representações por parte da coligação Paraná Forte e duas por parte da coligação Paraná da Verdade para impugnar a divulgação da opinião do eleitorado no segundo turno.
Houve, ainda, três pedidos de investigação judicial: dois contra Requião e aliados por suposto uso indevido de meios de comunicação e abuso de poder político; e uma contra Osmar Dias e aliados por suposto abuso de poder econômico pela distribuição de combustível. Os processos ainda estão tramitando na Justiça Eleitoral.
Da enxurrada de representações, apenas quatro não foram julgadas. Três delas tratam de propaganda irregular e uma de compra de votos. Esta última foi protocolada na antevéspera da eleição pela coligação Paraná da Verdade, alegando distribuição de cestas básicas por funcionários da Prefeitura de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, junto de ''santinhos'' de Lula e Requião. O PMDB e o prefeito Antônio Wandscheer (sem partido) já negaram a prática.

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