Justiça quebra sigilos na Operação Xeque-Mate
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segunda-feira, 11 de junho de 2007
Sônia Filgueiras<BR>Agência Estado 
Brasília - A pedido da Polícia Federal (PF), a Justiça Federal de Mato Grosso decretou a quebra do sigilo fiscal e bancário de todos os 85 envolvidos nas fraudes investigadas na Operação Xeque-Mate que tiveram prisão temporária decretada. A quebra inclui as contas bancárias e dados fiscais como as declarações ao Fisco feitas pelo compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Dario Morelli Filho e do ex-deputado estadual Nilton Cézar Servo (PSB-PR).
Servo é apontado pelas investigações da PF como o suposto chefe de uma quadrilha de exploração de jogos de azar que operava em cinco Estados e Morelli Filho seria, conforme as mesmas apurações, sócio dele nos negócios ilegais.
A quebra foi autorizada pela Justiça junto com as prisões, no dia 4, quando a operação foi deflagrada, e não inclui o irmão mais velho de Lula, Genival Inácio da Silva, o ''Vavá''. A polícia requereu a prisão de ''Vavá'', mas o Judiciário negou o pedido.
A corporação começou a receber os dados. Tem em mãos, por exemplo, informações sobre as declarações de rendimentos dos acusados de envolvimento e parte dos dados sobre as movimentações financeiras identificadas pela Receita Federal a partir do recolhimento da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Os dados são considerados de grande importância, uma vez que poderão expandir as averiguações e confirmar conexões identificadas nas escutas telefônicas.
Entre outros objetivos, a PF busca rastrear o caminho do dinheiro movimentado pelo bando. A análise das informações remetidas pela Receita, por exemplo, apontou a suspeita de que o compadre de Lula teria registrado uma movimentação financeira crescente nos últimos anos cinco anos, supostamente, incompatível com os rendimentos. Morelli Filho declarou à PF receber um salário de R$ 4,8 mil como assessor da diretoria da Companhia de Saneamento de Diadema (Saned). Também afirmou que complementava os rendimentos com serviços prestados ao PT por intermédio da microempresa Dario Morelli, especializada no aluguel de automóveis. Os dados mostram que, somente em 2005, ele teria registrado movimentação financeira superior a R$ 600 mil.


