Curitiba - A Justiça decretou a quebra do sigilo bancário de 13 pessoas que estão sendo investigadas no caso Copel-Olvepar. A determinação foi dada pelo juiz da Central de Inquéritos, Marcelo Ferreira, na quarta-feira, a pedido do Ministério Público (MP) estadual. A quebra do sigilo atinge os oito acusados e outras pessoas que podem ter ligação com o caso. Ontem o MP também ajuizou, junto com a ação criminal, pedido de liminar para a indisponibilidade dos bens dos oito envolvidos, com o objetivo de resguardar capital para um eventual ressarcimento aos cofres públicos.
O MP ainda está rastreando o destino que foi dado aos R$ 39,6 milhões pagos pela Copel à Olvepar. Segundo o MP, parte do dinheiro foi depositada nas contas bancárias de quatro empresas fantasmas do Rio de Janeiro e em outras diversas contas de vários bancos. Cerca de R$ 9 milhões foram sacados na boca do caixa. O doleiro Alberto Youssef coordenou a operação, segundo o MP. ''Já providenciamos as cópias dos cheques com o nome das empresas do Rio e os números de algumas contas em Curitiba'', relatou o promotor José Geraldo Gonçalves.
Os cheques emitidos são de duas contas da Copel: uma na agência Batel do Banco Itaú e outra na agência Corporate do Banco do Brasil. De acordo com Gonçalves, os funcionários da estatal, que alegaram que fizeram o acordo por ordens da diretoria, também são responsabilizados porque assinaram os contratos e os cheques para a Olvepar. (R.F.)

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