O juiz Roberto Grassi Neto, do Plantão Judiciário no Fórum Criminal Central de São Paulo prorrogou ontem por mais cinco dias - prazo máximo permitido por lei - a prisão temporária do vereador Vicente Viscome. O juiz acolheu representação da polícia e ressaltou ser necessário que Viscome permaneça preso, pois existe a possibilidade de que venha a empreender nova fuga ou, em liberdade, prejudicar a coleta de provas.
Em sua decisão, o juiz destaca ainda que, antes de esgotado o novo prazo de cinco dias, deve a autoridade policial representar no sentido de ser decretada a prisão preventiva do vereador, ‘‘tão logo e na hipótese de se fazerem presentes elementos nesse sentido, de sorte a ser evitada qualquer irregularidade formal’’.
Viscome, apontado como um dos articuladores do esquema da máfia dos fiscais, teve, inicialmente, sua prisão preventiva decretada por três dias pelo juiz Ivo de Almeida, do Departamento de Inquéritos Policiais, no dia 9 de março. Entretanto, ele fugiu e o mandado de prisão só foi cumprido 22 dias depois.
‘‘Os fatos que estão sendo apurados revestem-se de extrema gravidade, mesmo porque corresponderiam, em tese, à formação de quadrilha para a prática de delito de concussão, em meio a um verdadeiro ‘megaesquema’ destinado à exigência, direta ou indireta, de vantagens indevidas por parte de funcionários da administração municipal e políticos do Legislativo local’’, afirma o juiz Grassi Neto.Milton Michida/AE(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)Vicente Viscome é acusado de pertencer a esquema de corrupçãoAgência Estado

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