A Justiça Federal prorrogou na sexta-feira para mais cinco dias a prisão temporária do ex-prefeito de Morretes Julio Salomão (PTB), acusado de agiotagem clandestina no mercado financeiro através da factoring Duplicred. A decisão, proferida pelo juiz federal da 2ª Vara Criminal, Márcio Rocha e que pede novas diligências, foi comunicada ao delegado Luiz Ivan Santos Paim - da Delegacia de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteiras - responsável pelo inquérito federal que investiga a empresa de Salomão.
Rocha ainda analisava a possibilidade de decretar a prisão preventiva do ex-prefeito. Ao contrário da temporária, a preventiva prevê a detenção do acusado até o julgamento de mérito da ação. O processo contra Salomão foi instaurado pelo Ministério Público a pedido do Banco Central em dezembro do ano passado. Além do inquérito na PF, o ex-prefeito responde por três ações, deslocadas do Tribunal Regional Federal para a Justiça do Paraná, depois que deixou de ser prefeito e perdeu o ‘‘foro privilegiado’’.
Consta no inquérito da PF que a primeira autuação do BC contra a Duplicred foi em 93. No Paraná, o resultado da ‘operação pente-fino’ só chegou em 96. Durante meses, a PF não conseguiu localizar o ex-prefeito para tomar seu depoimento. O primeiro identificado no suposto esquema foi o primo de Salomão, João Vitor Salomão Maciel, preso por uma semana. Maciel respondia pela factoring em nome do Salomão, enquanto o mesmo assumiu a Prefeitura de Morretes.
A mulher do ex-prefeito, Janete Cordeiro Salomão, era sócia na Duplicred. Está com a sua prisão temporária também decretada pela Justiça Federal. O pedido ainda não foi cumprido porque ela não foi localizada.
O advogado que defende o ex-prefeito de Morretes no processo, Fernando Vernalha Guimarães, inicia a partir de hoje nova estratégia para tentar relaxar a prisão temporária prorrogada.

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