Justiça prorroga prisão temporária de Bibinho
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quarta-feira, 03 de dezembro de 2014
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 
Curitiba - O juiz da 4ª Vara Criminal de Curitiba prorrogou ontem, por mais três dias, as prisões temporárias do ex-diretor geral da Assembleia Legislativa (AL) Abib Miguel e de quatro outras pessoas acusadas de lavar os R$ 216,8 milhões (valores atualizados) desviados da AL entre 2000 e 2010. Bibinho foi detido na última sexta-feira no aeroporto de Brasília, junto de Edivan Bataglin, administrador de uma de suas propriedades em Goiás e que, no momento do flagrante, lhe entregava R$ 70 mil.
Também seguem presos dois filhos do ex-diretor, Luciana de Lara Abib e Eduardo Miguel Abib, além do irmão de Edivan, Sandro Bataglin. O pedido de prorrogação foi feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP), dentro da operação "Argonauta". Segundo o coordenador estadual do órgão, Leonir Batisti, o objetivo é identificar e apreender bens adquiridos por Bibinho supostamente com o dinheiro retirado da AL, no esquema conhecido como "Diários Secretos". O Gaeco chegou a solicitar a prorrogação por mais cinco dias, o que foi negado.
O caso já foi segmentado em oito subprocessos, a partir de duas ações criminais. "Estamos analisando os documentos e verificando os próximos passos, que eu não posso adiantar", disse Batisti. Ele também contou que, até sexta-feira, quando se encerra o novo prazo, pretende colher depoimentos dos acusados. O advogado Eurolino Reis, que representa o ex-diretor da AL, disse que não iria se pronunciar porque o processo corre em segredo de Justiça.


