Justiça prorroga prisão de seis dos 19 envolvidos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de julho de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Justiça concedeu a prorrogação da prisão temporária, cujo prazo terminaria hoje, de seis dos 19 acusados de envolvimento em supostas fraudes em licitações públicas. Emerson Gava, Fernando Afonso Gaissler Moreira, Carlos Henrique Machado e Lucídio Bandeira Rocha Neto, todos ligados à Associação Paranaense dos Empresários e Obras Públicas (Apeop), além de Lucas Bach Adada, da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e Mário Henrique Furtado Andrade, da empresa Afirma, deverão ficar detidos por mais cinco dias.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública, o delegado do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), Sérgio Inácio Sirino, entendeu que os seis são peça-chave no inquérito e ainda não prestaram todos os esclarecimentos necessários. Por isso, o pedido de prorrogação da prisão. As outras 13 pessoas presas, na última terça-feira, na operação Grande Empreitada tiveram as prisões revogadas. Cinco delas já estavam em prisão domiciliar.
Ontem, apenas Machado prestou depoimento. O presidente da Apeop, Emerson Gava, e o vice, Fernando Moreira, serão ouvidos na próxima semana. Também estão previstos os depoimentos de 13 secretárias 11 delas ligadas às empreiteiras que estariam envolvidas nas fraudes e duas ex-secretárias da Apeop.
Ainda de acordo com a assessoria da Segurança Pública, três pessoas que tiveram prisão temporária decretada, mas até agora não foram detidas, deverão se apresentar na semana que vem. Duas são ligadas à construtora Delta e uma à empresa Estrutural, que está internada em São Paulo e será interrogada no hospital. A polícia ainda têm mandados de prisão contra outras cinco pessoas.


