Justiça prorroga prisão de policiais suspeitos
Luciana Pombo
De Curitiba
O juiz substituto da Central de Inquéritos, Joscelito Giovani Cé, prorrogou ontem pela manhã a prisão temporária dos policiais civis Edimir da Silveira e Samir Skandar e do empresário Hissan Hussein Deheine por mais 30 dias. Eles estão presos desde o início do mês, sob suspeita, a pedido da CPI do Narcotráfico.
O policial civil Reginaldo Moreira também teve a prisão temporária prorrogada, mas por apenas oito dias. De acordo com a delegada Leila Bertolini, responsável pelo inquérito de Reginaldo Moreira, o período é suficiente para levantar todas as provas que restam para o encerramento do inquérito. Acho que em oito dias teremos todos os depoimentos e as provas necessários para solicitarmos a sua preventiva, afirmou à Folha.
O pedido de prorrogação das prisões foi feito pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC), órgão vinculado ao Ministério Público do Paraná. Ainda ontem, o advogado Antônio Pellizzetti que defende Edimir da Silveira iria entrar com um pedido de habeas-corpus em favor de seu cliente.
Não existem provas materiais contra ele. Para mim, tudo isto não passa de pressão política, declarou ele. O advogado não descartou também a possibilidade de recorrer a instância superior, em Brasília.
Nos próximos dias, outras temporárias vencem. Na quarta-feira, poderão ser liberados os acusados Ezequiel de Barros e Altair Ferreira Pinto (conhecido como Taíco).
Na quinta-feira, vencem as prisões temporárias do delegado Kioshi Hattanda e do superintendente Paulo César Rodrigues. A do ex-delegado geral da Polícia Civil do Paraná, João Ricardo Képes Noronha, expira hoje, uma vez que foi decretada no dia 2 de março, no último em que a CPI nacional ficou no Paraná.





