A juíza de Telêmaco Borba, Adriana Corra Artin, deferiu nesta sexta-feira (12) a prorrogação da prisão temporária dos cinco empresários detidos na terça-feira (9) pela Operação Cartas Marcadas do Ministério Público do Paraná. O grupo de 11 pessoas investigadas teria constituído dez empresas para participar de licitações com administrações municipais. Em Londrina, o esquema foi descoberto pela Prefeitura ao verificar irregularidades das empresas no certame aberto para fornecimento de uniformes escolares.

Segundo o promotor de Patrimônio Público, Renato de Lima Castro, foram apreendidos vários carimbos na empresa Camposilk de todas as empresas do grupo fraudado, demonstrando que se trata de uma associação criminosa destinada a fraudar licitações. Segundo ele, outras conversas de Whatsapp também teria deixado claro a estruturação dos membros da associação criminosa para o.cometimento de fraudes licitatórios e falsidades ideológicas.

Imagem ilustrativa da imagem Justiça prorroga prisão de envolvidos em fraude de licitação para uniformes
| Foto: Gustavo Carneiro

As prisões envolvem cinco empresários da mesma família: Angelo Versi Sequinel Filho, Angelo Versi Sequinel Neto, Andre Luís Marques, Bruna Stephanes Sequinel e Elania Lilian Pereira Sequinel. As buscas em supostas empresas de fachada e outras regulamentadas nas cidades de Indaial e Joinville, em Santa Catarina; em Campo Mourão e Maringá (noroeste do Estado); e em Várzea Grande, no Mato Grosso.

A FOLHA não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos.

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