Justiça proíbe manifestações
Curitiba - Além de lutarem para aumentar as tarifas do pedágio no Paraná, as seis concessionárias tentam na Justiça impedir manifestações programadas para amanhã nas praças de pedágio. Até ontem à tarde, três empresas haviam obtido liminares que proíbem o protesto. Já a vara da Justiça Federal de Jacarezinho considerou que as empresas não podem impedir mobilizações pacíficas e negou o pedido feito pela Econorte.
No fim da tarde de ontem, a juíza federal substituta Danielle Perini Artifon, de Ponta Grossa, acatou os argumentos da concessionária Caminhos do Paraná e concedeu liminar na ação de interdito proibitório protocolada pela empresa. Pouco depois, a Ecovia também conseguiu, em Curitiba, decisão semelhante. Na noite de sexta-feira, a Rodonorte já havia recebido decisão favorável. Segundo as empresas, o objetivo dos interditos é evitar danos ao patrimônio público e manifestações não pacíficas.
Por sua vez, o juiz federal Mauro Spalding, de Jacarezinho, negou ontem pedido apresentado pela Econorte. Em sua decisão, o juiz lembrou que a Constituição assegura a todos o direito fundamental de ''reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização''. Para ele, não há qualquer indício de que o protesto anunciado para amanhã tenha intuito violento.
O coordenador da Frente Ampla pelos Avanços Sociais, Doático Santos, afirmou que o movimento vai respeitar as decisões judiciais e não realizará os protestos nas praças protegidas por liminares. Nos demais locais, a mobilização está mantida. Segundo ele, os manifestantes devem impedir o tráfego de veículo nas praças durante cinco minutos ao meio-dia de amanhã. Hoje, o movimento deve realizar um ato público pedindo que os juízes reconsiderem as decisões e autorizem o protesto. (R.L.)





