Justiça pede novamente a prisão de Délcio Rasera
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
Rodrigo Lopes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O juiz da Vara Criminal de Campo Largo, Gaspar Luiz Mattos de Araújo Filho, expediu ontem novo mandado de prisão contra o policial civil Délcio Augusto Rasera, acusado de comandar um esquema de escutas telefônicas clandestinas. Na última sexta-feira, Rasera, que estava preso desde o dia 5 de setembro, foi libertado equivocadamente graças a um alvará concedido pela 5 Vara Criminal de Curitiba, onde responde a outro processo, por porte ilegal de armas. A libertação não deveria ter ocorrido porque ainda estava em vigor o mandado de prisão no processo que apura os grampos.
O alvará que permitiu a Rasera deixar a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), foi expedido no último dia 18 pelo juiz da 5 Vara, Antonio Carlos Ribeiro Martins. De férias desde o dia 20, o juiz não foi localizado para comentar o assunto. Funcionárias da 5Vara afirmaram que a decisão de Martins concedia o direito de Rasera responder em liberdade especificamente o processo sobre o porte ilegal de armas. Isso, entretanto, não significava que o policial teria que ser libertado, justamente porque tinha contra ele outro mandado de prisão no processo das escutas ilegais que corre na comarca de Campo Largo.
O equívoco teria sido da Vara de Execuções Penais (VEP), responsável por protocolar e distribuir os alvarás de soltura de detentos. Ela não teria checado que Rasera estava preso também em outro processo e por isso autorizou a libertação. A reportagem entrou em contato com a VEP durante toda a tarde de ontem, mas ninguém quis comentar o assunto. O delegado da DFRV, Hitiro Hashitani, também foi procurado para esclarecer como chegou a ordem para soltar o policial, mas não retornou as ligações.
Até o fim da tarde, o policial civil não havia sido localizado e passou a ser considerado foragido da Justiça. A reportagem também tentou falar com o advogado de Rasera, Luiz Fernando Comegno, mas em seu escritório informaram que ele está viajando. O advogado também não atendeu às chamadas em seu telefone celular.


