Justiça pede explicações sobre gasto em publicidade
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quarta-feira, 13 de agosto de 1997
Curitiba AP6> 
A Justiça Eleitoral determinou que a Prefeitura de Curitiba entregue um levantamento relacionando os gastos com a publicidade institucional no período de julho a outubro dos anos de 95 e 96, durante gestão do ex-prefeito e chefe da Casa Civil, Rafael Greca (PDT). A Procuradoria Geral do Município tem 15 dias para atender o pedido.
A decisão é do juiz da 1ª zona eleitoral Walter Ressel e o processo é reminiscência da campanha eleitoral do ano passado, quando o PSDB do então candidato Carlos Simões ajuizou ação acusando Greca de usar da mídia para beneficar a campanha do adversário tucano, prefeito Cássio Taniguchi (PDT). A briga eleitoral rendeu na época a suspensão das peças publicitárias da prefeitura no rádio e na tevê.
Taniguchi e Greca não compareceram à audiência, marcada há duas semanas e que começou por volta das 14 horas. No lugar deles, foram os advogados de defesa de Taniguchi, Dirceu Andersen, o ex-procurador Cid Câmpelo, que hoje responde informalmente pela Secretaria Estadual de Governo junto com Rafael Greca, e o procurador geral do município Marcus Vinícius Costa.
O procurador disse ontem à Folha que entregará o quanto antes o levantamento requerido pelo juiz eleitoral. Ele adianta que comparando-se 95 com 96, o acréscimo dos gastos com publicidade não ultrapassou 8%. Mais uma vez os fatos alegados pelo PSDB vão cair por terra, promete Costa, que na campanha de 96 integrou a equipe jurídica de Taniguchi.
O argumento usado para justificar o acréscimos nos gastos com propagandas institucionais é que, segundo o procurador, houve uma aceleração nos programas no final do governo Greca. Isso é perfeitamente natural e não influenciou em nada a campanha. Mais programas, mais propaganda. É assim que funciona e não houve nenhum excesso, avalia.
Marcus Vinícius Costa diz ainda que o levantamento será respaldado pela prestação de contas da campanha majoritária do PDT em 96, entregue à Justiça Eleitoral, e já aprovado. Temos todos os documentos em mãos, assegura o procurador. (L.D.)


