Justiça ouve testemunhas de processo contra Joel
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terça-feira, 09 de novembro de 2010
Janaina Garcia<BR> Reportagem Local 
A Justiça de Londrina começou e finalizou ontem mesmo a instrução de um dos processos nos quais o vereador afastado Joel Garcia (PDT) é acusado pelo Ministério Público (MP) de ato de improbidade administrativa. O caso é o da suposta tentativa de Joel atrelar parecer dele na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara à nomeação da filha de um ex-cabo eleitoral do pedetista, no distrito de São Luiz (Zona Sul), como estagiária no Procon. Conforme a ação da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, o parlamentar teria se valido da então presidência da CCJ, ano passado, para obter a nomeação da jovem: ele havia assinado parecer contrário da comissão ao projeto de lei do Executivo que tratava da reestruturação interna do órgão.
Prestaram depoimento à juíza Telma Magalhães Carvalho, na 7 Vara Cível, a estudante - e suposta pretensa estagiária - Isabela Fonseca, o coordenador do Procon, Carlos Neves Jr., o chefe de gabinete do vereador Roberto Fu (PDT), Rogério Lopes Ortega, e o ex-chefe de gabinete de Joel, Anílton Honorato; este, na condição de informante e único, dos quatro, arrolado pela defesa. A esposa do vereador, Margareth Stanley, que também seria ouvida como informante, foi dispensada pelo advogado do parlamentar, Alexandre Aquino.
Ortega e a estudante saíram do depoimento sem falar com a imprensa. Já o coordenador do Procon que, segundo a ação do MP, teria sido abordado por Joel em outubro de 2009 durante um churrasco, na tentativa de obter a nomeação de Isabela, negou suposta coação. ''Eu o procurei, no churrasco, para falar sobre o parecer da CCJ. Foi uma conversa informal, em que citei o parecer, e ele me disse que poderia ajudar no trâmite desse projeto, mas de forma alguma condicionou a nomeação à vaga de estágio'', disse Neves Jr. Honorato, que também esteve no churrasco, citou que Neves era indicação de Fu, e que Isabela era prima de um ex-assessor do vereador.
Para o advogado de Joel, a audiência ''foi satisfatória''. ''Temos uma farta prova documental de que o projeto foi alterado com parecer da CCJ antes desse churrasco'', disse Aquino. A promotora foi em outra direção: ''Todas as testemunhas ratificaram integralmente o que disseram já ao MP - inclusive que foi após o parecer desfavorável que houve a conversa no tal churrasco, e inclusive o coordenador do Procon, preciso no sentido de confirmar que houve a vinculação entre o parecer e o pedido de nomeação'', definiu. Após as alegações finais do MP, o processo seguirá para sentença da juíza.


