Justiça ouve cinco envolvidos no Caso Rasera
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terça-feira, 07 de novembro de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Cinco dos denunciados no processo que investiga suposto esquema de interceptações telefônicas ilegais prestaram depoimento, ontem, no Fórum de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. Entre eles, a mulher e dois filhos do policial civil Délcio Augusto Rasera, acusado pelo Ministério Público (MP) estadual de liderar o grupo.
O diretor da Imprensa Oficial do Paraná, João Carlos de Almeida Formigheri, também, foi interrogado, ontem, pelo juiz de Campo Largo, Gaspar Luiz de Mattos Araújo Filho. Ele foi o primeiro a prestar depoimento e saiu sem falar com a imprensa. Seu advogado, Antônio Brzezinski, disse que Formigheri negou que tenha encomendado a interceptação do telefone de uma promotora de Colombo a Rasera, conforme consta da denúncia do MP.
Enquanto aguardava sua vez de ser ouvida, Maria Luzia Savogin Rasera, mulher do policial, chegou a conversar, rapidamente, com alguns repórteres. À FOLHA, ela disse que estava muito nervosa com a acusação e que preferia não se manifestar. Ela foi denunciada pelo crime de ''quadrilha armada'' pelo MP. Os filhos, Luciano e Marcos Vinícius Savogin Rasera, foram denunciados pelo mesmo crime e por interceptação telefônica. O primeiro estaria envolvido em um caso e o segundo em quatro supostas situações de grampo ilegal.
O advogado de Rasera e de seus familiares, Luiz Fernando Comegno, antecipou que eles negariam as acusações. Disse, também, que aguarda o julgamento do mérito do habeas corpus impetrado em favor do policial pela Câmara Especial do Tribunal de Justiça (TJ), o que não havia acontecido até o final da tarde de ontem. A outra sessão da Câmara acontece na quinta-feira. A defesa faria novo pedido de revogação da prisão ao Juízo de Campo Largo. O argumento de Comegno é que não há motivo para manter Rasera preso, pois ele é réu primário, tem residência fixa e o crime é fiançável.


