Justiça nega transferência de Orlando Bonilha para o regime semiaberto
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sexta-feira, 14 de junho de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 

O juiz Katsujo Nakadomari, da Vara de Execuções Penais (VEP), proibiu a progressão do regime fechado para o semiaberto do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Londrina, Orlando Bonilha, que cumpre pena unificada de 20 anos, seis meses e 16 dias. A decisão é da última quarta-feira (12).
Bonilha foi preso em maio pela Polícia Militar no conjunto Violin, zona norte. Os agentes cumpriram mandados expedidos pela Justiça contra o político, que estava foragido. Segundo o magistrado, o réu está detido há apenas um mês e quatro dias, o que significa "um lapso temporal evidentemente inferior ao necessário, o qual só restará atingido em novembro de 2022, tendo em vista que a data base utilizada é da última prisão ou cometimento de falta grave".
Nakadomari ainda permitiu o envio de remédios para controlar a diabetes do condenado. De acordo com o advogado dele, Ronaldo Neves, um novo estoque de dosagens de cloridato de metformina, ou Glifagen, que é o nome comercial, teve o acesso negado no presídio.
Orlando Bonilha foi o primeiro vereador cassado na história de Londrina, que aconteceu em 2008. Na época, ficou conhecido pela famosa frase de que "não era a única batata podre no pacote". Ele delatou outros esquemas daquela legislatura, que envolveram parlamentares e empresários. Foi sentenciado em seis processos criminais, como ficar com parte de salários de assessores e receber propina para aprovar a doação de um terreno.
Enquanto isso, o Ministério Público avalia a indicação da defesa de um acordo para diminuir a condenação. O advogado sustenta que a negociação deve ser fechada porque Bonilha colaborou com as investigações dando nomes de outros acusados.


