Justiça nega pedido de afastamento de Barbosa Neto
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quarta-feira, 08 de junho de 2011
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
Argumentando que a permanência do prefeito Barbosa Neto (PDT) no cargo não prejudicará a instrução do processo civil para apuração de seu possível envolvimento no esquema de fraudes para desviar da Saúde, o juiz substituto da 4 Vara Cível de Londrina, Mario Nini Azzolini, indeferiu o afastamento do chefe do Executivo. O afastamento do secretário de Planejamento, Fábio Góes, também não foi acatado.
O pedido foi feito em ação civil pública movida pelo Ministério Público na qual acusa o prefeito por ato de improbidade administrativa porque ele e a primeira-dama, Ana Laura Lino (também ré na ação), teriam recebido R$ 20 mil para contratar o Instituto Atlântico. Também haveria a exigência de R$ 300 mil do Instituto Atlântico pelo publicitário Ruy Nogueira, cujo destino seria o rateio entre o prefeito e Ana Laura, Nogueira e o biólogo Ricardo Ramirez. Além deles, também é réu na ação Bruno Valverde, presidente do instituto.
Refutando os argumentos do MP, o juiz entendeu que não há risco de os desvios continuarem porque houve intervenção judicial nos Institutos Atlântico e Gálatas e as contas bancárias foram bloqueadas.''A intervenção afasta o receio de reiteração da prática dos atos imputados ao prefeito e ao secretário'', escreveu o juiz. Azzolini também disse que a mera hipótese de que Barbosa venha a ameaçar ou coagir testemunhas não justifica seu afastamento, já que, nos autos, não há provas de que ele teria adotado essas práticas.
O prefeito estava em viagem a Faxinal com o vice-prefeito, Joaquim Ribeiro, conhecendo uma empresa que solicitou doação de terreno para se instalar em Londrina. O secretário de Governo, Marco Cito, disse que a administração recebeu a decisão judicial com serenidade e destacou que ''o município, desde o início da operação Antissepsia, bloqueou pagamentos às Oscips e pediu a intervenção judicial''. ''Agora esperamos que a ação tenha o seu curso normal e que a verdade apareça''. Segundo Cito, Barbosa contratou para sua defesa o advogado Mendes, que também atua em favor de sua mulher.
A promotora de Defesa do Patrimônio Público, Leila Voltarelli, uma das autoras da ação, disse que o Ministério Público não irá recorrer da decisão do juiz de Londrina.


