O juiz eleitoral José Cichocki Neto, de Londrina, negou ontem pedido de liminar feito pelo candidato a vereador do PT de Londrina, Nelson Cardoso. O candidato requereu uma investigação judicial e, liminarmente, mandado de busca e apreensão no comitê do candidato a prefeito pelo PFL, Farage Kouri, localizado na Rua Belo Horizonte (área central). Apesar de negar a liminar, o juiz abriu investigação para apurar o caso.
Farage e outras seis pessoas ligadas à campanha do PFL são acusados de distribuir guias de encaminhamento médicas para atendimento preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS). Cardoso apresentou documentos com o papel timbrado do PFL e nome de eleitores e médico a ser consultado. Para ele, houve ato de corrupção eleitoral, com abuso do poder de autoridade e abuso do poder político.
O juiz entendeu que não há evidência suficiente para deferir a liminar. ‘‘Os documentos anexados transparecem comprometedores à lisura e regularidade da disputa eleitoral’’, diz trecho do despacho. ‘‘Todavia, não há qualquer indício ou indicativo de que tais documentos tenham sido produzidos ou distribuídos através do Comitê Eleitoral do candidato nominado’’, completa. Cichocki concedeu prazo de cinco dias para que os acusados apresentem defesa.
O advogado do PFL, Roberto Severo, disse ontem que vai aguardar a notificação para conhecer as alegações de Cardoso. Ele negou, no entanto, que houve distribuição de encaminhamento médico com timbre do PFL. ‘‘Esse documento com certeza é inverídico e vamos pedir ao autor para citar a fonte. Caso contrário, ele pode responder civil e criminalmente por uso de documento falso.’’
A Justiça Eleitoral também indeferiu pedido de direito de resposta do vereador Carlos Santa Rosa (PFL) no horário gratuito do próprio partido. No programa, Antonio Belinati (PFL) sugeriu que foi cassado porque construiu o Pronto Atendimento Infantil (PAI). O vereador reclamou que o motivo da cassação foi por causa de promoção pessoal e gastos excessivos na inauguração do PAI.

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