Curitiba - A Justiça Federal não acatou o pedido da Procuradoria Regional da República do Paraná (PRR-PR) de suspender o repasse de recursos e a construção do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Cruzeiro do Oeste (25 km a leste de Umuarama). O Ministério Público Federal (MPF) alegava que a construção é irregular porque não possui estudos amplos de impacto ambiental e social.
Segundo o procurador Robson Martins, da Procuradoria da República em Umuarama, o pedido visava suspender os trâmites da obra até que o projeto fosse revisto e adequado a realidade local. Uma das principais críticas do MPF à iniciativa é que a penitenciária colocaria em risco a segurança pública. Cidades da região, em especial Umuarama, teriam déficit no número de policiais.
O juiz federal Luiz Carlos Canalli entendeu que a penitenciária contará com efetivo próprio para garantir a segurança.
A penitenciária terá capacidade para 728 presos em regime fechado e deverá custar R$ 18,1 milhões, dos quais R$ 14,5 milhões são oriundos do Governo Federal.

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