O Tribunal de Justiça (TJ) negou ontem a liminar ao reitor afastado da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa, que havia impetrado mandado de segurança pleiteando a recondução ao cargo. Jackson Testa foi afastado em 10 de agosto, por decisão do Conselho Universitário da UEL, após uma comissão de investigação apontar 16 indícios de irregularidades contra sua administração.
No recurso Testa alegou que sofreu ''gravíssima lesão de direito'' com a perda do cargo e questionou a legalidade do processo de afastamento. O reitor afastado também argumentou que não teve ''direito de defesa e do contraditório''. Mas o desembargador Nério Spessato Ferreira indeferiu a liminar. Segundo ele, o afastamento do reitor ''à primeira vista, não se caracterizou abusivo ou ilegal.''
Para Ferreira, a medida tomada pelo conselho foi necessária para possibilitar ''a isenta instrução de procedimento administrativo disciplinar instaurado''. O advogado Ruy de Jesus Marçal Carneiro, um dos defensores de Jackson Testa, não quis comentar a decisão. ''Vamos ficar calados e saber quais as medidas que iremos tomar.''
Para o reitor temporário, Pedro Gordan, a decisão do TJ vai dar tranquilidade à instituição. ''Estávamos um pouco tensos, mas confiávamos na Justiça e que os atos do conselho haviam sido feitos de forma legal''. Gordan disse ainda que a liminar aumenta a governabilidade da UEL, mas ainda é preciso aguardar o julgamento do mérito pelo TJ.
A Assessoria Jurídica da UEL está definindo como será o funcionamento das comissões, que irão desencadear os processos administrativos para averiguar as denúncias contra a administração de Testa. O conselho propôs cinco, mas Gordan acredita que serão necessárias cerca de 12 comissões.

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