Justiça nega habeas corpus para Boca Aberta
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Vitor Struck <br> Reportagem local 

O desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná José Carlos Dalacqua negou o pedido de habeas corpus da defesa do ex-vereador Emerson Miguel Petriv, o Boca Aberta, que está usando tornozeleira eletrônica desde o dia 31 de janeiro. Boca Aberta descumpriu a ordem de manter no mínimo 500 metros de distância dos vereadores Mário Takahashi e Rony Alves, por conta de ameças feitas após a cassação do mandato na Câmara em outubro do ano passado.
O Ministério Público havia pedido a prisão preventiva de Petriv após o ex-vereador ter ido ao Creslon (Centro de Reintegração Social de Londrina) no dia 24 de janeiro, quando os vereadores Mário Takahashi e Rony Alves, investigados na operação ZR3, estavam no local para receber as tornozeleiras eletrônicas. O juiz da 5ª Vara Criminal de Londrina, Paulo Cesar Roldão, negou a prisão, mas determinou que o ex-vereador passasse a ser monitorado pelo dispositivo eletrônico.
A justificativa da defesa de Boca Aberta é que ex-vereador estava no exercício da profissão de repórter policial e que a decisão não menciona nada sobre a atividade laboral. "Estamos anexando documentos que comprovam a ligação dele com o canal de televisão" disse Eduardo Caldeira, advogado de Boca Aberta.
A defesa informou que vai recorrer da decisão, possivelmente na próxima quarta-feira (14). "Nós acreditamos que o juiz tem os elementos necessários para a concessão da liminar e vamos entrar com um recurso ordinário constitucional. Temos certeza que a decisão vai ser favorável."


